O nome da criança
O nome da pessoa tem fundamental importância
em sua vida. Ele é a expressão de um direito de
propriedade, um atributo da personalidade, uma obrigação
que toca a todos, que, ao nascer, o indivíduo recebe.
Tem sido um tormento para a atividade registradora dos nascimentos,
a colocação de nomes aos recém-nascidos.
Um outro tópico deste site, chamado Antroponímia
Brasileira, dispõe um histórico sobre as origens
dos nomes de nossa gente.
Mas o fato é que cada vez mais os pais
querem inovar e criar nomes absolutamente sem sentido, numa junção
de pedaços de outros nomes, que não têm significado
algum, propondo-se muitas vezes a tratar seus filhos com nomes
estrangeiros grafados à forma que são pronunciados,
desrespeitando regras e obviedades. São os casos de "Sorraine",
"Maicoudieque", "Dionleno", "Matarrari",
"Cuovadis", "Dioluiz", dentre tantos outros
igualmente grotescos.
Cabe ao oficial registrador a sensatez e o esforço
de argumentos para fazer valer a regra da qualidade, não
permitindo aos pais desavisados registrar seus filhos com nomes
exóticos e extravagantes, que poderão ocasionar-lhes
inconveniências as mais variadas quando já no uso
da razão, desde a mais tenra idade escolar.
Haja vista que a justiça tem se dado a
decidir que são suscetíveis de registro nomes exóticos
e extravagantes. Só concedendo razão e dando procedência
ao requerido pelos oficiais que levantam dúvida na forma
da lei, sobre nomes que poderão expor o seu portador ao
ridículo.
O nome é constituído de dois elementos:
o prenome (ou nome próprio) e o patronímico (ou
nome ou apelido de família).
O nome é geralmente escolhido pelos pais
e a escolha deve se ater às pertinências acima referidas.
Ao prenome junta-se o nome de família e os dois formam
o nome por inteiro.
O prenome pode ser simples – João,
Pedro, Agnaldo, Luzia - ou composto – Maria José,
Afonso Celso, Fábio Miguel, Pedro Henrique – que
se completa com o patronímico. Esse complemento, por via
de regra, é tradicionalmente aposto com sobrenomes das
famílias de ambos os pais, normalmente com o do pai vindo
por último. Nada obstante que se faça ao contrário.